sábado, 3 de maio de 2008

A janela...

Na cidade onde morava, Anna era uma menina normal. Tinha amigos, estudava em um colégio legal, sempre feliz. No auge dos seus 15 anos, com seus conflito e alegrias.
Tudo ia bem, até que um dia seu pai foi promovido e ela iria mudar de cidade, ia para uma cidade menor. Nossa, foi seu fim. Toda sua vida ficaria para trás...todos seus amigos....parentes...sua história. Mesmo insatisfeita teve que seguir sua família, que era somente ela, seu pai Tom, e sua mãe Carol. Mudaram-se para uma casa relativamente grande, era muito bonita, a cidade era litorânea, muito bonita também.
Apesar de sua infelicidade tentou se habituar a nova vida, começou a freqüentar a escola, novos colegas e tudo, mas não conseguia se habituar à nova realidade, sentia falta dos seus amigos, da sua rotina. Já se passou dois meses e ela não tinha feito nenhum amigo, na sua tristeza profunda começou a escrever, mesmo em seus contos era possível ver sua profunda depressão.
Ao contrário dela seus pais já estavam totalmente habituados e felizes com a nova vida, mesmo diante da tristeza de sua filha - que conseguia guardar muito bem seus sentimentos.
Agora como escritora passava muito tempo em seu quarto em frente ao computador, em meio um conto e suas crises de choro, teve mais tempo para observar seu quarto. Era um belo quarto, com uma cama de casal, um computador, uma TV, um guarda-roupa em formato de ‘L’ o quarto era em um tom bem clarinho de laranja.
Mas perante todas aquelas coisas o que mais lhe chamava atenção era a janela que ficava perto da sua cama, algo nela a fascinava, talvez a bela vista, ou a beleza de suas formas, ou pelo simples fato dela esta lá, sempre voltada ao mundo. Mal sabia Anna o que aquela janela faria em sua vida, que seria ela sua maior alegria e sua maior tristeza.
Na escola chamava a atenção de muitos garotos por sua beleza e sua intelectualidade, já as meninas a odiava, talvez por inveja ou pelo simples fato dela ignorá-las. Sua vida se resumia em uma rotina deprimente, até que um dia observando a janela, aquela mesma que a fascinava, lhe mostrou algo que mudaria sua vida.
Um menino, de no máximo 16 anos, não era bonito, na verdade apenas um branquelo franzino com cabelo castanho pra cima, e uma aparência tão triste quanto à dela, foi possível ver através daquele sorriso falso e daqueles olhos fundos e densos, era muito diferente dos outros meninos que conhecia.
Tinha algo nele que a fascinava, então não tirava os olhos dele. Ele percebeu e se entreolharam ela ficou com vergonha, mais ele lhe abriu aquele sorriso largo, o que o tornou totalmente apaixonante. Ela não sabia seu nome, seu endereço... Nada, mas o amava, não o tirava da cabeça, seus contos ficaram mais românticos.
Ficaram três semanas sem se verem, cada dia que se passava ficava mais encantada, já lhe dado nome, idade, tudo. Até que em um dia olhando a janela, o avistou ao longe, seu coração disparou, e pensou ‘Não estava sonhando, ele é real’. Ela não resistiu e gritou, e novamente ele abriu aquele sorriso largo, ele se dirigiu até a janela e se apresentou, seu nome era Lincoln.
Entre um papo e outro ambos deixaram escapar que estavam apaixonados, então um beijo aconteceu, foi um beijo diferente, não despertou nenhuma vontade sexual apenas uma vontade de estarem juntos, um beijo ingênuo e extremamente apaixonado.
Todos os dias se encontravam, naquele mesmo local e horário, ela se transformou, continuou a escrever, mas contos românticos. Agora tinha amigos, não muitos e nem uma relação forte, mas já era alguma coisa. Cada dia estava mais apaixonada, e nem reparava que ele sempre vinha com a mesma roupa, e nem que seu rosto era sempre frio, pois havia um intenso calor em seus olhos agora, diferente da primeira vez que se viram. Ele não falava muito sobre a vida dele nem sobre sua família.
Ele era totalmente uma incógnita para ela, mas ela sabia de tudo que queria, eles se amavam. Os dias iam passando e aquele amor ia se fortalecendo cada vez mais. Nunca saiam juntos, nunca os viram em publico, ele não queria e ela não se importava. Até que em um dia ele não apareceu mais.
Anna estava desesperada, não se via mais sem ele. Aquele amor foi intenso demais, não poderia acabar assim, mais ela não sabia nem seu endereço, nem seu telefone, nada. Só sabia seu nome Lincoln. Aquele nome em sua boca vinha como um beijo e lhe trazia o amor a sua vida. Mas agora, o seria dela sem ele? Perguntou a todos da rua da vizinhança se alguém o conhecia, e nada. Foi até o fórum da cidade a procura de algum registro dele. Havia o registro de um Lincoln, ele nasceu a dezoito anos atrás, mas morrido a dois.
Não podia ser ele, Anna descartou a possibilidade de ser seu amor, ele não tinha morrido, não há dois anos. Mas aos pouco foi ligando os fatos, ele tinha a face e as mão frias, sempre vinha com a mesma roupa - uma camisa azul, jeans e tênis-, sempre ia a direção ao cemitério, não sabia nada dele, mesmo ele sabendo de tudo dela.
Quando pergunto a causa da morte ela disse afogamento. Anna estremeceu, Lincoln morria de medo de água. Mas será? Não, era impossível pra Anna, ele ia voltar e esclarecer toda essa estória.
Passaram se vários dias ele não aparecia, aquilo tudo não saia da sua cabeça. Nada vazia sentido, mas se for olhar bem tudo fazia sentido. Mas como? Anna vivia em um conflito diário.
Até um dia recebe um bilhete, ele estava na sua janela, e dizia: “Eu não pude dizer antes, mas estou indo vc foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, ou melhor, na minha morte. Te amo, Lincoln.”
Anna chorou.
Não era brincadeira ninguém sabia de nada. Anna sabia como aquilo foi possível, era tão real, tão lindo, mas não era verdade. Anna descobriu o amor, de forma sinistra, mas aprendeu e pos em prática todo o seu amor. E hoje é feliz!

Um comentário:

Unknown disse...

rafinha correção o+ doido huahuahuaha

vlw tereza cavalona a parada tahh mass

vlw beijim

Rafinhahhh... =)