Quinta-feira, 11 de Janeiro.
Época de férias, toda minha família viajou e eu fiquei, para estudar, vestibular chegando, já passa das duas horas da manhã e eu ainda estava na frente do computador estudando. Meus dias se resumiam a isto.
Estava só em casa, ela é razoavelmente grande, dois andares, e a sala do computador fica na parte superior junto com o home theater, e a academia, os quartos, a cozinha e uma sala na parte inferior. Também havia uma casa inacabada no térreo.
Só o fato de está só em casa, a noite já é bastante sinistro. Então resolvi ligar o som, pra alegrar mais a casa. Foi quando coloquei meu CD internacional favorito, eu o ouvia muito, mas com certeza não estava arranhado. Estava ouvindo tranquilamente e até que chegou na minha música favorita e começou a surgir alguns ruídos então resmunguei: “Logo na minha música favorita!”. Mas continuei a prestar atenção, parecia que tinha uma voz e queria me dizer alguma coisa. Não sei se por causa do medo, mas eu escutei claramente alguém me dizer: “I’ll kill you! (Vou te matar!)”. Eu gelei. Meu coração parecia querer sair pela boca.
Puxei a tomada do som e saí como uma louca. Desci as escadas correndo, mas ao chegar na metade vi um vulto, olhei para o lado, e me desequilibrei. Caí. Rolei escada a baixo. Chegando lá não sentia minhas pernas, e me rastejei pavorosamente até o quarto da minha mãe. Tratei logo de trancar a porta. Chorei compulsivamente até dormir.
Acordei com o barulhinho do MSN (Victor =D acabou de entrar), tomei um susto, olhei ao redor, o som continuava a tocar, minhas pernas estavam boas, eu estava debruçada em frente ao computador, logo pensei: “Hum... foi só um pesadelo, tenho que parar de ler aqueles contos de terror.”.
Resolvi descer até a cozinha para tomar um copo d’água, estava com um copo de vidro nas mão quando a campainha tocou e eu pensei:”Quem será a esta hora da noite?”. Olhei na câmera de interfone e não vi ninguém, decido perguntar quem é. A voz disse: “Vou te matar!”. Gritei. Mas eu conheço esta voz, é a mesma do sonho. Então o copo quebra na minha mão e o sangue goteja, formando uma caveira. Corro pra lavar minha mão, e amarro um pano de prato pra estancar os cortes.
Eu não conseguia entender nada, tudo parecia confuso. Seria alguma brincadeira? Não. Eu nunca fiz mal a ninguém, quem queria me matar? Não, não podia ser. Há alguns anos atrás, um menino era apaixonado por mim. Seu nome eu Victor. Eu nunca dei bola pra ele. Até que um dia desesperado, ele me disse que se eu não ficasse com ele, ele se mataria. Eu ri e saí. Mas ele falava sério e se matou. Fique um tempo bolada com aquilo, eu também o amava e só descobri depois que ele se foi, mas me recuperei. Mas será? Isso já faz três anos.
Enquanto pensava comigo mesma, começou a chover. Tempestade de verão. Já não bastava tudo aquilo agora uma tempestade? Depois de uma série de relâpamgos e trovões, a energia foi embora.
O meu pânico já estava incontrolável. Fui correndo para minha cama me esconder. O cansaço foi mais forte, também já se passava das quatro da manhã. Dormir em um sono profundo. Acordei as dez da manhã, pensei que tudo aquilo fosse um sonho de novo, mas não foi. Minha mão ainda estava amarrada àquele pano, na cozinha ainda havia sangue, era mesmo real. O medo voltou a reinar.
Tentei ligar para meus avós, mas o telefone estava sem linha, à energia ainda não voltara e não pude abrir as portas.
O medo tomava conta de mim. Mas o fato de estar de dia me confortava. Ouvi um pouco de música no meu Ipod, e comi algumas coisinhas.
Meu dia se resumia em tédio e medo, pois a noite estava cada vez mais perto. Tentei dormir. Conseguir por algumas horas, mas foi pior. Acordei às onze da noite.
Vi um vulto novamente. Gritei, mas uma mão fria me calou. Desesperei-me. Virei para trás, era mesmo ele, Victor. Perguntei: “O que você quer aqui?”. Ele respondeu: “Vim te buscar, afinal de contas é por sua culpa que estou neste estado.” Eu não podia acreditar, sempre fui tão cética para estas coisas, e agora estava conversando com um defunto. Minha cabeça girava. Mas pude continuar a conversa: “Não foi minha culpa, eu não acreditei que você estava falando sério, você sempre foi de brincar”. Confesso que estremeci. Ele começou a chorar. Eu também. Ele me dizia, ainda chorando muito: “Eu te amo tanto, eu sei de tudo sobre você, mas você nunca se interessou por mim.”.
Naquele momento não agüentei e desabafei; “Eu também te amava! Só não sabia disso. Percebi depois de sua partida. Sofri muito.”. Ele parecia não acreditar. Mas me puxou com aquela mão fria e me deu um beijo. Foi o mais lindo de todos os beijos que já vi, o mais apaixonado e emocionante. Parecia aquela cena do filme ‘Ghost’. Ele sumiu.
Acordo com o barulhinho de MSN (Victor =D desligou-se), tomo um susto, olho ao redor, o som continua a tocar. Eu não posso acreditar um sonho novamente, olho para tela do computador e confirmo quinta-feira, 11 de janeiro (03h10min). Mas olho para minha mão, e ela esta cortada, desço até a cozinha. Vejo no armário e está faltando um copo. E olho pro chão, o sangue ainda estava lá, mas não fazia a forma de uma caveira e sim de um coração. Meu coração bate mais forte.
Chove lá fora.
Sento no chão e choro. Não consigo entender o que aconteceu, e vem na minha cabeça tudo de novo. Foi tão real.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
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3 comentários:
Conto muito mass viu???
Continue assim...
Kinhaaaa!!
Parabens!
Adoro vc e agor, tb aos seus textos!
Um Grande beijo e continue escrevendo!
PoHHa.. essa eh minha prima..
botei fé na escritora aê..meoo.
eu imaginei tdu..
nu cumeço axei q tu ia contar uma coisa real.. só num lembrava de tio nande i tia lucia mtu menus rafa tr viajado i deixado vc sozinhaa.. tdu bein.. sou lerda .. bah!
bejoo kinhazonaa
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